Associação Biodinâmica

Brasil Livre de Transgênicos

Contrariando os interesses da maioria da sociedade, as plantas transgênicas vêm invadindo o País sem que sua segurança tenha sido até agora comprovada. Ao contrário, estudos e evidências concretas cada vez mais numerosas mostram que há sérios riscos para a saúde e para o meio ambiente, bem como para a economia nacional e para a autonomia dos agricultores que preferem os cultivos nãotransgênicos.

A introdução ilegal de sementes e a contaminação de cultivos têm se mostrado uma estratégia de resultados para a indústria da biotecnologia disseminar seus produtos à revelia da lei. Em vários países africanos é a ajuda alimentar que tem servido de porta de entrada para os transgênicos, usada sobretudo pelo governo americano. Não fossem esses mecanismos escusos, a agricultura baseada no uso de transgênicos não teria se disseminado.

A história da adoção dos cultivos transgênicos, mesmo nos países onde eles são autorizados, envolve o uso de influência política, um pesado esquema de lobby das indústrias, punição de cientistas que apontaram riscos da tecnologia, subsídios massivos para cobrir o prejuízo dos produtores, intensiva campanha publicitária e aliança com os grandes meios de comunicação e manobras de todos os tipos para se esquivar de avaliações sobre a biossegurança dos produtos transgênicos.

As indústrias multinacionais que promoveram a modernização da agricultura baseada no uso de sementes híbridas, adubos químicos e agrotóxicos, agora promovem a continuidade deste modelo, mas com a promessa de que os benefícios da tecnologia de manipulação genética irão reduzir o uso de agrotóxicos na agricultura. Os departamentos de agrotóxicos das multinacionais da biotecnologia respondem pela parte mais significativa de seus faturamentos, isso mesmo tendo se passado mais de dez anos da adoção do uso de plantas transgênicas. Nos EUA, por exemplo, o uso de herbicidas à base de glifosato cresceu 22% neste período, sendo que o controle de algumas ervas que adquiriram resistência tem demandado doses de herbicida de 50 a 200% maiores (Benbrook, 2004; USDA, 2004). No mundo, de cada 4 hectares que são cultivados com transgênicos, 3 usam sementes modificadas para serem resistentes a herbicidas produzidos pelas mesmas empresas. Percebe-se facilmente que os transgênicos não têm como objetivo reduzir os impactos adversos da agricultura industrializada.

Os promotores dos transgênicos não podiam prever que seus produtos despertariam tamanha reação na sociedade, que se tornariam algo tão polêmico e, principalmente, que enfrentariam tanta dificuldade para introduzi-los no nosso dia a dia. Para tentar convencer a opinião pública da necessidade e da segurança das plantas transgênicas, as empresas e seus aliados vêm cada vez mais usando um discurso política e ambientalmente correto. Um dos argumentos mais usados é o da coexistência, ou da “convivência pacífica” entre diferentes tipos de agricultura: “no Brasil há espaço para os transgênicos, os convencionais e os orgânicos...”, dizem. Isso é tecnicamente impossível.

O caso da soja transgênica no Rio Grande do Sul é exemplar. Mesmo sendo a soja uma planta exótica e de baixa incidência de polinização aberta, inúmeros agricultores gaúchos que não cultivaram a soja modificada acabaram tendo suas lavouras contaminadas. Muitas máquinas, tratores e equipamentos são alugados ou de uso compartilhado, fazendo da mistura de grãos uma fonte de contaminação impossível de ser controlada. Além de perderem o direito de manter suas áreas sem transgênicos, os agricultores do Sul que tiveram sua produção contaminada foram obrigados a pagar royalties à Monsanto, já que as sementes transgênicas são patenteadas. Assim, quando chegam os transgênicos, não há espaço para mais ninguém.

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